sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

NETLIX NA TV DE CASA

Assistir NETFLIX na TV de casa

Esse texto reúne o conhecimento que adquiri para alcançar o objetivo exposto no título. Mesmo que você já tenha NETFLIX na sua TV, poderá encontrar informações interessantes. Eu falo a respeito dos pendrives tipo Chromecast na última parte do texto.
NETFLIX é uma empresa e também o nome de um site na internet que disponibiliza vasto conteúdo de filmes e seriados. Para acessar esse conteúdo é preciso ter acesso à internet. Portanto o primeiro caminho óbvio para assistir a qualquer filme desse arquivo é um computador com acesso à internet. Faz-se a inscrição no site, informando dados pessoais e forma de pagamento. Também é necessário ter um mínimo de velocidade de internet, que não precisa ser grande coisa, graças ao Silverlight, um programa da Microsoft que compensa a qualidade da imagem para que se possa assistir aos filmes sem interrupções.
Mas o diferencial que os aficionados querem é poder assistir ao conteúdo na TV de casa. Pensando nisso, as indústrias de TV lançaram o que ficou batizado de smart TVs. Uma smart TV possui uma entrada que permite a ela conectar-se à internet, seja por fio, geralmente  azul ou cinza, com conector RJ45, ou sem fio, via wifi. Essa conexão pode ser feita também utilizando-se outros aparelhos, como DVDs, Blue-rays e playstations.



                                                                                                                      




                                                   
                                                        
                                                                                                    
Portanto o conceito smart aplica-se também a esses outros tipos de aparelhos.

Apesar desse conceito ter se tornado famoso após 2010, muitos aparelhos já vinham com possiblidade de conexão à internet antes dessa data. É o caso da minha TV SONY modelo KDL‑40EX505 . Portanto a maneira mais prática de descobrir se seu aparelho possui ou não conexão à internet é simplesmente procurar atrás dele a popular conexão modelo RJ45.



Se você possui um cabo de internet disponível próximo à TV, você já deu o primeiro passo para ter NETFLIX. Basta conectar o citado cabo á sua TV e pegar o manual para saber qual botão no controle remoto apertar para iniciar o acesso. Caso contrário, o jeito vai ser via wifi, aí é um pouco mais complicado.

Nem todo Smart possui acesso ao NETFLIX

Antes de continuarmos, um alerta muito importante: nem todo aparelho classificado como smart possui acesso ao NETFLIX. Vou destrinchar essa história mais à frente. Mas fica o alerta: pergunte ao vendedor e, de preferência, faça-o mostrar pra você na tela do aparelho o ícone NETFLIX. Há modelos atuais que acessam a internet mas NÃO oferecem acesso ao NETFLIX. Alguns já dizem isso na propaganda ou na descrição do produto.

Acessando via wifi

Para acessar a internet via wifi você vai precisar de um pouco mais de conhecimento e paciência. Se puder, deixe isso nas mãos de pessoas da geração Y J. E apele muito para o youtube que possui alguns bons vídeos sobre o assunto.

No caso da minha TV, seria necessário conectar um pendrive fornecido pela própria SONY – USB UWA-BR100 – que custa a bagatela de R$ 900,00 no Mercado Livre. Não, não é roubo, é o dólar caro mesmo. Na amazon americana ele custa US$ 175,00, com o dólar a 4 reais => R$ 700,00, sem somar o custo de envio. Os modelos mais atuais não precisam de nenhum complemento. Basta entrar nas opções do fabricante e informar qual conexão wifi usar, desde que você saiba a senha dessa conexão, que será pedida logo em seguida. Há vários vídeos no youtube ensinando como fazer isso, dependendo do modelo de sua TV.

No meu caso optei por um sistema misto. Explico: comprei um repetidor de wifi, que pode ser encontrado em qualquer loja de equipamento eletrônico, e o conectei à TV via cabo RJ45. Então o sistema da TV “pensa” que está conectado à internet via cabo e não via wifi, o que simplifica tudo. Esse repetidor custou R$ 170,00.




                                                            
                                                                                         
                                                                                           
Repetidor modelo Tp-link TL-WA854RE:



Esse modo de conexão serve para qualquer modelo de TV. O único conhecimento necessário aqui é configurar o repetidor, que é bastante simples através do manual que o acompanha. Há vários modelos de repetidores disponíveis no mercado. Recomenda-se apenas que seja comprado um modelo que forneça 300 mbps de velocidade.

Finalmente o NETFLIX

Na minha TV, para acessar diretamente o conteúdo disponível via internet, tenho duas teclas no controle remoto: HOME e internet vídeo. Contudo, embora minha TV acesse vários conteúdos da internet, a critério da SONY, o NETFLIX não é um deles. Provavelmente questões contratuais entre as empresas. A SONY divulgou uma nota informando que disponibilizaria o NETFLIX em todos os seus aparelhos lançados a partir de 2012. Então meu blue-ray player da SONY, adquirido em 2012, possui NETFLIX. O jeito é liga-lo à TV e assistir através dele. Minha TV foi comprada em 2010.                                     

                                                                                          

Como se vê no diagrama acima, a conexão do blue-ray com a TV é feita via HDMI. Para acessar o NETFLIX no blue-ray, tenho que entrar numa opção que a SONY chamou Qriocity (êta nome feio!). Dentro dessa opção tenho acesso a todos os serviços ou sites disponibilizados pela SONY. Cada fabricante provavelmente deve ter um pacote específico, ou seja, os sites que consigo acessar na minha SONY não devem ser os mesmos dos televisores LG e assim por diante.

Hoje existe um computador dentro de cada aparelho eletrônico. Na memória pré-gravada de minha TV, em algum lugar de um de seus computadores internos, encontram-se os sites que a SONY disponibilizou e somente eles. Não é possível ao usuário acrescentar nem excluir outros, somente a SONY pode fazer isso através de uma atualização que ela faz quando o aparelho está conectado à internet. Tanto minha TV quanto meu blue-ray fizeram atualização de seus softwares automaticamente depois de conectados. Encontrei na internet alguns modelos de TV SONY que permitem que o usuário acrescente ou exclua os sites disponíveis, mas não sei se esses modelos sequer estão disponíveis no Brasil. Por isso alertei no começo a respeito da importância de se certificar da disponibilidade ou não do acesso ao NETFLIX quando for pesquisar por um aparelho. Apenas a característica smart não garante isso.

Um outro exemplo é o acesso ao conteúdo do site YOUTUBE. Embora o ícone apareça tanto na minha TV quanto no blue-ray player, uma mensagem informa que o google proibiu o acesso a ele. O mesmo acontece com alguns outros ícones que, imagino, pertencem a sites que não existem mais. Mas para 99% das pessoas o que interessa mesmo é assistir ao conteúdo do NETFLIX.


Outras maneiras de acessar o NETFLIX

Existem hoje no mercado diversos pendrives que conectam qualquer TV ao NETFLIX, desde que ela tenha pelo menos uma entrada USB. O mais famoso é o Chromecast. Outros nomes: Easycast, Anycast, etc. Aconselho a utilização desses aparelhos apenas por pessoas da geração Y J ou somente se você sente prazer em pesquisar e testar muito. Adquiri um chamado Anycast numa loja de equipamentos eletrônicos e me dei mal, pois as instruções são insuficientes e o aparelho parou de funcionar quando finalmente achei que tinha descoberto como configurá-lo. Só consegui entender depois de assistir a um vídeo no youtube. Além disso esse tipo de equipamento exige o auxílio de um celular ou um tablet. Não sou contra sua utilização, conheço pessoas que utilizam o Chromecast e vão muito bem obrigado. Mas como esse texto é a minha impressão, não recomendo. Joguei R$ 150,00 fora. Quem quiser tentar, o Anycast está disponível aqui em casa J.


A terceira opção

Finalmente, existe uma terceira opção que me agrada talvez até mais do que as que descrevi até aqui. Encontrei um aparelho, de fabricação nacional, que transmite vídeo e áudio sem fio, conectando-se com a fonte através de conectores RCA. É preciso selecionar na TV um canal sem nenhuma transmissão na região, como os canais 12 ou 20. O aparelho então vem configurado para transmitir nesses canais. Eu ainda não recebi o aparelho e assim que o testar informo minha impressão. O esquema passa a ser o seguinte:

                                              

                                                                                                                                

Como se pode ver, o computador ligado à internet pode acessar todo e qualquer conteúdo da WWW. Com isso não ficamos restritos apenas ao conteúdo disponibilizado pelos aparelhos smart (TV, blue-ray, playstation, etc.). A qualidade da imagem transmitida pelo aparelho, contudo, não será hd (high definition), pois a resolução de um conector RCA não passa de 720 x 480, quase igual aos antigos vídeos de computador. Todavia, alguns vídeos a que assisti pela minha TV, nos sites permitidos pela SONY, tiveram resolução ainda inferior, pois originalmente foram disponibilizados em baixa resolução. É claro que esse não é o caso dos filmes disponíveis no NETFLIX que permitem até qualidade HD – 1280 x 720. Porém essa qualidade vai depender totalmente da velocidade da internet que se usa. Existe um artigo interessante sobre isso em http://www.tecmundo.com.br/filmes/13376-como-ver-os-filmes-e-seriados-da-netflix-sempre-em-hd.htm

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O Google é um padre ou um psicólogo?

Descobri algo interessante hoje. Digitei no google: "sem amigos, sem amor". Só retornou um único link que tratava realmente do assunto. Um adolescente reclamando que estava sozinho e sofria buling.
Todo o restante eram dúzias e dúzias de links tentando consolar o cara. Religiosos tinha aos montes. Quem diria? Alguém dentro do Google decidiu que ao detectar depressão deveria direcionar o deprimido para o remédio, mesmo que seja um placebo. Vai que dúzias de links dizendo e mostrando mais deprimidos leva o cara para o suicídio? Google tá fora dessa. Padre ou psicólogo?

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Canção do Tamoio - Gonçalves Dias - 1846

Não poderia deixar de publicar em meu blog um dos mais lindos poemas já escritos na língua portuguesa, e que retrata de forma ímpar o que é a vida. Foi escrito pelo poeta brasileiro Antonio Gonçalves Dias e publicada em meados do século XIX. Entre suas obras estão: Primeiros Cantos, Segundos Cantos e Sextilhas de Frei Antão, I-Juca-Pirama e Canção do Exílio.

Canção do Tamoio - Gonçalves Dias

I

Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.

II

Um dia vivemos!
E o homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.

III

O forte, o cobarde
Seus feitos inveja
De o ver na peleja
Garboso e feroz;
E os tímidos velhos
Nos graves conselhos,
Curvadas as frontes,
Escutam-lhe a voz!

IV

Domina, se vive;
Se morre, descansa
Dos seus na lembrança,
Na voz do porvir.
Não cures da vida!
Sê bravo, sê forte!
Não fujas da morte,
Que a morte há de vir!

V

E pois que és meu filho,
Meus brios reveste;
Tamoio nasceste,
Valente serás.
Sê duro guerreiro,
Robusto, fragueiro,
Brasão dos tamoios
Na guerra e na paz.

VI

Teu grito de guerra
Retumbe aos ouvidos
D'imigos transidos
Por vil comoção;
E tremam d'ouvi-lo
Pior que o sibilo
Das setas ligeiras,
Pior que o trovão.

VII

E a mãe nessas tabas,
Querendo calados
Os filhos criados
Na lei do terror;
Teu nome lhes diga,
Que a gente inimiga
Talvez não escute
Sem pranto, sem dor!

VIII

Porém se a fortuna,
Traindo teus passos,
Te arroja nos laços
Do inimigo falaz!
Na última hora
Teus feitos memora,
Tranqüilo nos gestos,
Impávido, audaz.

IX

E cai como o tronco
Do raio tocado,
Partido, rojado
Por larga extensão;
Assim morre o forte!
No passo da morte
Triunfa, conquista
Mais alto brasão.

X

As armas ensaia,
Penetra na vida:
Pesada ou querida,
Viver é lutar.
Se o duro combate
Os fracos abate,
Aos fortes, aos bravos,
Só pode exaltar.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Ditados da Cultura Americana nos quais Acredito

There is no such thing as a free lunch = não existe almoço grátis.

Nada é de graça. Alguém pagou por aquilo para outra pessoa. Alguém gastou tempo trabalhando para produzí-lo.

If you pay peanuts, you get monkeys = ao pé da letra: se você paga com amendoins, você contrata macacos.

Acho que a idéia é: se você paga mal, só vai conseguir colaboradores desqualificados.

Me Chama de Coxinha

O texto a seguir pertence a terceiros. Não se conhece a identidade do autor porém achei que o texto dá uma boa resposta para uma turma que, ao invés de participar do debate, gosta de rotular os que não pensam como eles com palavras e apelidos chulos, como coxinha. Parabéns ao autor, seja ele quem for.

“Quer me chamar de coxinha, paneleiro, elite branca, bebedor de Black Label (parabéns pra esse último! Sensacional!)…Ok. Acho até divertido… mas faz um favor para o seu país antes: emprega alguém! Na CLT! Paga tudo direitinho! Pega toda a sua grana e coloca na sua ideia…
No seu negócio. Pega um financiamento, com a maior taxa de juros do mundo, e arrisca seu pescoço na sua iniciativa… Aluga um escritório ou uma loja! Compra um estoque! Corre o risco de verdade! Se o governo tirar o incentivo para o consumo, não desanima…
Pega outro empréstimo, com a maior taxa que o mundo moderno já viu! Paga os juros do primeiro empréstimo com outro empréstimo! E vai com fé na sua idéia! Paga o décimo terceiro e as férias do teu funcionário! Sem vender merda nenhuma em Dezembro… Janeiro… Fevereiro… Nem no mais lindo Carnaval do mundo, quando todo mundo para de trabalhar… Ou na Copa das Copas que te deu 12 dias úteis num mês corrente…
Paga mais para os teus fornecedores, já que os seus custos também aumentaram devido à energia, gasolina e dólar… Mas, diminui o seu preço, pra tentar ser competitivo numa economia recessiva…
Então, tenta fazer com que uma estrutura enxuta seja perene. Acaba com sua eficiência! Vai ser difícil, já que o seu cliente está quebrado e não pode te pagar mais… E corre o risco de quebrar de vez, perdendo todo capital que você investiu… Fez tudo isso? Então beleza!!! Me chama do que quiser… Você é um herói e não me interessa qual partido apoia! Tem o meu respeito!!!

Não fez nada disso? É político de carreira? Está encostado em alguma bolsa? Mama na teta do governo? É vagabundo?  E pensa que pode falar sobre patrão e empregado, classes sociais, oportunidades e exploração da cadeia produtiva…Desculpa, mas…Cala a boca!”


domingo, 9 de agosto de 2015

Brasil, País do Futuro


Meu pessimismo está a mil! O domingão deixou meu espírito preparadíssimo: solidão, saudade, saúde complicada, do jeito que o capeta gosta. Para aproveitar a fase, lá vai mais uma.

Stefan Zweig,
 escritor, romancista, poeta, dramaturgo, jornalista e biógrafo nascido em 1881 em Viena, Áustria, e falecido no Rio de Janeiro em 1942, onde cometeu suicídio, escreveu um livro em tom jornalístico chamado "Brasil, País do Futuro", publicado em 1941. 

Não possuo conhecimento suficiente nem possui importância para esse texto, saber se foi a primeira vez em que essa expressão foi utilizada, o que parece ser, pela data. Em minha vida já a ouvi várias vezes. Eu a associo a outra expressão que foi atribuída ao Professor e Economista Antonio Delfim Neto, a quem admiro por sua erudição e profundo conhecimento na área de economia (não quer dizer que concorde com todas suas ideias). Refiro-me  à frase "para repartir o bolo é preciso esperar que ele cresça". Apenas para registro, o ex-Ministro repudia e não reconhece esta paternidade.

Na época em que esta segunda expressão ficou famosa, era uma espécie de desculpa que o governo utilizava para justificar sua ineficiência em conseguir que o país progredisse como necessário, em melhorar a distribuição de renda.

Sem sombra de dúvida, o Brasil progrediu, mesmo que não da mesma forma, junto com os países mais desenvolvidos , desde que me conheço por gente. Hoje temos internet, indústrias, comunicação e interatividade com o resto do mundo. Mas ainda não conseguimos deixar de ser o país do futuro.

O que melhor demonstra essa condição ainda é a falta de patentes, de produtos originalmente desenvolvidos aqui. Em nosso dia-a-dia utilizamos smartphones chineses com chips e programas coreanos ou americanos; carros alemães, italianos, japoneses e agora também coreanos; medicamentos americanos, alemães, israelenses e assim por diante.

Temos nichos de excelência, sim. A nossa tão patriota e politicamente utilizada Petrobrás é um bom exemplo. Nome que nos traz terríveis lembranças nos dias de hoje. Mas não é sobre isso o assunto. Temos válvulas para o coração, da minha cidade natal. E não poderia deixar de citar aquele que considero o maior caso de sucesso brasileiro: o trio AMBEV: Jorge Paulo Lemann,  Marcel Hermann Telles e Carlos Alberto Sicupira, a quem admiro por sua competência empresarial. Bem, esses últimos não se encaixam na ideia de patente brasileira inovadora para o mundo. Mas sua maneira de administrar negócios sem dúvida impôs mundialmente a cara brasileira, em vista das inúmeras empresas líderes mundiais das quais são donos.

Mas o Brasil continua sendo e, pelo andar da carruagem, não se vislumbra nem num longínquo espaço de tempo qualquer mudança em sua posição de País do Futuro. Desenvolver e por em produção patentes próprias envolve pilares econômicos que não fazem parte da cultura brasileira. Educação como prioridade para a família é a principal delas. Política industrial de longo prazo, respeito aos contratos, legislação tributária padronizada e de fácil administração pelo contribuinte, além de uma infraestrutura que acompanhe as necessidades do povo e da produção com uma defasagem máxima de 5 anos. Esses são apenas aqueles que considero principais e que mais me interessam.

Apenas como exemplo vamos falar de educação e infraestrutura. No Brasil o custo médio de construção do quilômetro de uma rodovia é de R$ 6,4 milhões. É muito dinheiro. Fora alguns casos, digamos, "especiais" em que se gastou R$ 16 milhões por quilômetro, como ocorreu num trecho da BR-440 que corta Juiz de Fora/MG. Mas o que ocorre, no Brasil, além da falta de estradas, mesmo quando elas são construídas, reformadas ou ampliadas, isso ocorre com tanto atraso que a necessidade geralmente seria o dobro ou o triplo do que foi feito. Ou seja, além de chegar com 20, 30 anos de atraso ou mais, quando finalmente chegam vem apenas a metade ou um terço da dose que seria recomendada para o paciente. Enquanto os países desenvolvidos aplicam entre 4% e 12% do PIB em infraestrutura, o Brasil só consegue aplicar 0,5%. Segundo especialistas, seria necessário que o Brasil investisse 5% do PIB em infraestrutura pelos próximos 5 anos apenas para tirar o atraso. Ou 10 vezes mais o que é investido hoje, o que todos sabemos jamais acontecerá.

Hoje existe um reconhecimento da extrema necessidade de se aumentar o nível educacional do brasileiro, por parte dos governos. Mas uma coisa é saber o diagnóstico, outra coisa é conseguir curar o paciente. 
Consideradas apenas pessoas entre 25 e 34 anos que possuem diploma de grau universitário, segundo relatório de 2011 da OCDE (veja no google que bicho é esse), o Brasil consta na 36a colocação, numa lista de... 36 países.  Segundo relatório da citada entidade do ano de 2010, enquanto apenas 12% dos estudantes brasileiros que terminam o ensino médio entram na universidade, no Chile o índice é de 38% e no México de 22%. Dessa vez o Brasil aparece em penúltimo lugar na lista da OCDE, ganhando apenas da China.

No nosso meio universitário, principalmente nas melhores universidades gratuitas, ainda domina uma visão retrógrada e sem qualquer base racional de que as universidades são apenas para formar o estudante e não para fazer parcerias com as empresas.  Valha-me Deus, nem acredito que são pessoas com mestrado e doutorado falando uma besteira desse tamanho! Seria o conhecimento pelo conhecimento? De que vale o conhecimento que não se aplica ao mundo real, que não leva mais conforto, segurança ou saúde ao ser humano? E isso só é possível com experiências junto às empresas de verdade. Certo, formar o estudante.... para quê mesmo? Ah, sim, para o mercado! E não para ele ficar contente em saber tanta coisa, né? 

Poderíamos prolongar a ladainha no setor da saúde, da segurança, mas isso seria enfadonho e foge ao objetivo do texto.  Tenho hoje 50 anos de idade e vislumbro hoje um país que acompanha as novidades tecnológicas do mundo mas que não consegue traduzir em conforto e prosperidade à população, com diretrizes sólidas que indiquem que o Brasil é um país do presente, que deixou para trás desculpas e singelas esperanças e não é mais aquele eterno país do futuro decantado desde 1941 por um escritor austríaco que se encantou por nossas terras, como acontece com tantos estrangeiros que se iludem por nossas belezas naturais e nossa liberalidade, se esquecendo de ver o sofrimento do dia-a-dia do povo e a ausência total de projetos de longo prazo.


O Brasil tornou-se especialista em perder os bondes da história. Perdeu o bonde das comodities, perdeu o bonde das contas atuariais associadas à nossa demografia e está perdendo o bonde do pré-sal. Bem, me restam em torno de 20 anos de vida e me aposento em 8 anos. Aos que ainda têm a vida toda pela frente, bom futuro!